Vários investigadores da Linha ISAC (“Innovation for Sustainable Agro-Food Chains”) do projeto INTERACT (“Integrative Research In Environment, Agro-Chains and Technology”) estiveram na Quinta do Prado, em Lodões, Vila Flor, para efetuar a colheita da Azeitona e extração do azeite.

A ação, incluída na tarefa 3 daquela linha de investigação (“Improving olive orchards cropping practices to cope with a changing environment”), teve como objetivo “investigar a introdução de novas práticas agrícolas e tecnologias que promovam uma olivicultura sustentável”, refere Alexandre Gonçalves, um dos investigadores INTERACT.

Segundo o investigador, “dentro das linhas de investigação que estamos a seguir”, foram instalados na quinta “alguns ensaios relacionados com a gestão da rega e manutenção dos solos”. A apanha da azeitona e extração do azeite serviu para “avaliar os impactos que os tratamentos poderão ter na produção e nos parâmetros de qualidade das colheitas”, refere.

Para além de Alexandre Gonçalves, integram o grupo de investigação Cátia Brito e Luís Pinto, bolseiros de investigação, e Carlos Correia, responsável pela tarefa. A par deste grupo, a ação teve também a participação de alunos do programa doutoral “Agrichains”, cujos trabalhos de investigação também estão inseridos no âmbito do projeto INTERACT.

Propriedade da Acushla, S.A., a Quinta do Prado tem cerca de 300 hectares, sendo que 14 estão ocupados por oliveiras centenárias e mais de 200 hectares são de oliveiras com cerca de 10 anos de idade. Conduzindo o olival em regime de produção biológica, quando as árvores atingirem a maturidade, a empresa espera produzir cerca de 350 mil litros de azeite por ano, traduzindo-se numa das maiores áreas de produção da região.

Esta parceria do INTERACT com a empresa permitiu a implementação de “medidas de aumento da eficiência produtiva bem como a submissão de novas candidaturas a projetos financiados”. Exemplo disso é o projeto “Novas práticas em olival de sequeiro: estratégias de mitigação e adaptação às alterações climáticas” que foi recentemente aprovado. Este projeto envolve também o CITAB (“Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas”), centro-âncora do projeto INTERACT, e algumas empresas da região como é o caso da Acushla. Para Alexandre Gonçalves, este projeto traz “valor acrescentado para a empresa, para a nossa instituição e para a Região em termos de conhecimento e de financiamento”.